Falamos muito da flexibilização laboral, para Portugal, e damos como comprovado os exemplos dos países nórdicos, onde tudo funciona perfeitamente e o desenvolvimento é nítido, as taxas de desemprego mínimas, e a facilidade de encontrar trabalho são as explicações mais comuns dadas pelos defensores deste modelo.
Em Portugal, falamos da flexibilização laboral, como a única forma de tornar as empresas mais competitivas, resolver a grave e muito complicada situação do desemprego que o pais atravessa.
Esquecemos-nos que nos países nórdicos, há uma cultura de respeito pelas "pessoas". Vejamos, as medidas de protecção aos idosos. O incentivo que é dado às mães para acompanharem os filhos nos primeiros meses de vida. O apoio que os pais recebem para acompanhar os filhos em idade escolar. A flexibilização, ajudo o desenvolvimento desses países mas, não se deveu só ao facto da "Flexibilidade laboral", deve-se sim ao respeito que há pelas "pessoas".
Este modelo só funciona se a nossa cultura de respeito pelas "pessoas" for alterada. Só é apoiada por aqueles que pretendem à luz da flexibilidade, poderem despedir com legitimidade mais "pessoas" para assim tornarem a empresa mais competitiva. Esquecendo-se que são as "pessoas" que fazem as empresas.
O país não sabe nem tem capacidade para produzir, não tem entidades competentes que saibam gerir, as ajudas que nos foram dadas forma mal aplicadas. No entanto, culpamos as empresas por terem excesso de trabalhadores.
Enquanto a mentalidade lusa não for alterada, e não existir respeito, por mais leis que se alterem, por mais modelos que se apliquem, o país não terá capacidade de se desenvolver.
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