sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ainda temos muito que aprender, mesmo muito!

No outro dia, quando me preparava para me deitar, tirei o telemóvel do bolso, como habitualmente faço e, quando o ia colocar em cima da mesa de cabeceira começou a tocar. No visor, aparecia um número que não era de Portugal. Pensei eu que, seria por o ter no bolso, lá tinha feito mais uma ligação de bolso, mas, se assim fosse, não havia motivo para estar a tocar. Lógico.
Atendi. Do outro lado, uma voz de um estrangeiro a falar um português impecável perguntava-me se eu era fulano tal, respondi-lhe que sim. O meu CV tinha-lhe chegado às mãos e pretendia falar comigo. Questionou-me da possibilidade de me encontrar com ele no aeroporto para conversarmos. Estranhei a história, mas lá me explicou. Regressava nesse dia às 13h à Suécia, e queria muito falar comigo sobre um projecto. Tudo bem, respondi-lhe.
No dia seguinte lá estava no aeroporto no local combinado para falar com o "sueco". É certo que mais parecia um encontro de agentes secretos. Conseguimo-nos encontrar, foi mais simples do que julgava, sim porque no aeroporto há muitos estrangeiros.
O projecto foi-me apresentado em português, de uma forma muito objectiva e prática. Explicou-me que era um concurso ao qual concorria a empresa que ele representava mais uma empresa portuguesa. Mostrou-me os dois projectos que tinham sido apresentados a concurso. Inacreditável. O projecto dele, era apresentado em cinco simples páginas contra as cinquena e tal da empresa portuguesa. O projecto português falava muito, mas era muito pouco explícito, ao invés da apresentação sueca que explicava de forma muito concisa, precisa e com muita objectividade, isto tudo numas simples cinco páginas, ao invés das cinquenta. Não me espanta como é que os países nórdicos são muito desenvolvidos. Temos que mudar a nossa mentalidade, aprender a ser concretos e objectivos. Temos mesmo muito que aprender.

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